O livro de ponto é barato e simples. O custo aparece depois: no fechamento que leva horas e, principalmente, quando ele precisa ser usado como prova.
Comparativo
| Critério | Manual (livro/cartão) | Eletrônico |
|---|---|---|
| Momento do registro | Pode ser preenchido depois | No instante da marcação |
| Horário exato | Tende a ser arredondado | Minuto a minuto |
| Alterações | Rasura | Ajuste com justificativa |
| Cálculos | À mão | Automáticos |
| Guarda | Papel arquivado | Arquivo digital e AFD |
O problema do ponto britânico
Quando todos os dias mostram 08:00 e 17:00, o TST entende que o registro não é real. A consequência é inverter o ônus da prova: cabe à empresa demonstrar a jornada, e a versão do empregado passa a pesar mais.
Quando trocar
- Mais de 20 colaboradores ou crescimento previsto.
- Hora extra ou banco de horas frequentes.
- Mais de um local de trabalho.
- Primeira reclamação trabalhista envolvendo jornada.
- CLT — Decreto-Lei 5.452/1943, art. 74Registro de entrada e saída obrigatório para empresas com mais de 20 empregados (§ 2º) e ponto por exceção (§ 4º).
- Súmula 338 do TSTCartões de ponto com horários uniformes (britânicos) são inválidos como prova.
Perguntas frequentes
Livro de ponto ainda é aceito?
Sim. A CLT continua permitindo o registro manual. O risco está na qualidade da prova: rasuras, horários redondos e preenchimento posterior enfraquecem o documento.
Empresa com até 20 funcionários precisa de ponto?
A obrigação do art. 74, § 2º, vale para mais de 20 empregados. Abaixo disso, registrar continua sendo a melhor defesa se houver discussão sobre horas extras.






